A Opel quer chegar a 2028 com uma linha de automóveis exclusivamente elétrica. Nesse cenário, faz sentido que o novo Grandland assuma o papel de novo topo de linha e herde, em espírito, o lugar ocupado no passado por Insignia, Omega e até pelo mais antigo Senator.
Mesmo sendo claramente menor (no comprimento) do que esses antigos “porta-estandartes” da marca alemã, ele não deixa de mirar alto: com 4,64 m, o Grandland se encaixa no segmento de SUVs C+, enquanto os antigos modelos de referência ficavam na faixa dos 4,8–4,9 m.
Ainda assim, o desenho passa uma sensação clara de confiança, reforçada pelas faixas transversais iluminadas na dianteira e na traseira. Na frente, o conjunto é arrematado pelo logotipo iluminado da Opel; atrás, o nome da marca também aparece iluminado.
Em relação ao antecessor, esta segunda geração do Grandland cresceu 17 cm (chegando aos 4,64 m) e ficou mais de seis centímetros mais larga (1,91 m). Com isso, o modelo reúne características que o colocam como um candidato natural a carro principal de uma casa.
As rodas podem chegar a 20” e há opção de carroceria em dois tons (teto em cor diferente), um recurso que ajuda a dar ao SUV uma aparência mais jovem.
“O novo Grandland foi desenhado e desenvolvido em Rüsselsheim e será construído em Eisenach.”
Florian Huettl, CEO da Opel
A estreia do novo modelo marca, assim, mais um passo na estratégia da marca: a partir daqui, todos os seus carros passam a ter uma variante 100% elétrica.
O «primo» alemão
Tão relevante quanto o estilo renovado é a adoção da plataforma STLA Medium, da Stellantis. Com ela, a Opel passa a poder usar baterias maiores - com mais autonomia - e, o que também pesa bastante no dia a dia, carregamento mais rápido, com potência de até 160 kW.
No novo Grandland, a bateria pode chegar a 98 kWh, com promessa de autonomia de até 700 km antes de ser necessário “reabastecer”.
O aumento do entre-eixos para 2,78 m (11 cm a mais que na geração anterior) contribui para uma presença mais marcante e, como consequência natural, melhora a oferta de espaço a bordo. O porta-malas também cresce e pode “engolir” até 1641 l (com os encostos dos bancos traseiros rebatidos).
Digital e vocal
Ficou para trás a época em que quem andava de Opel precisava caçar informações em telas pequenas. Além do painel de instrumentos digital, o Grandland traz uma central multimídia com tela tátil de 16” e um moderno head-up display, deixando as informações no campo de visão do motorista - e facilitando também a participação do passageiro dianteiro na experiência de viagem.
Para quem preferir, várias funções podem ser acionadas e controladas por comando de voz. Ainda assim, os botões táteis continuam disponíveis como alternativa.
Os bancos largos permitem ajustar o apoio lateral e oferecem aquecimento/resfriamento e massagem - algo raro neste segmento e ainda mais incomum em uma marca generalista.
Híbridos e elétrico
Na parte mecânica, o novo Opel Grandland não vai ser apenas elétrico (pelo menos até 2027). Ele seguirá com uma versão híbrida plug-in, com autonomia elétrica de até 85 km, além de uma opção mild-hybrid 48 V.
Na prática, isso significa que a oferta de motorizações ficará muito próxima da do novo Peugeot 3008. Aliás, em tamanho, o Grandland se posiciona entre ele e o 5008 (que chega a 4,79 m de comprimento).
A variante híbrida será equipada com um motor 1,2 l de três cilindros, com 136 cv, auxiliado por um motor elétrico de 21 kW (29 cv). Depois, a tendência é que as versões elétricas cheguem aos poucos:
- Tração dianteira, motor com 157 kW (213 cv), alimentado por uma bateria de 73 kWh;
- Tração dianteira, motor com 170 kW (231 cv), alimentado por uma bateria de 98 kWh;
- Tração integral, com um motor na dianteira (80 kW/109 cv) e outro na traseira (157 kW/213 cv), com rendimento máximo de 237 kW/322 cv.
A expectativa é que a última opção (topo de linha) encontre mais demanda nos mercados do norte da Europa, onde o piso escorregadio aparece com mais frequência.
Quando chega e quanto custa?
Em Portugal, o Opel Grandland deve chegar às lojas perto do fim do ano. O preço inicial deve ficar na casa de 50 mil euros nas versões elétricas e um pouco abaixo de 40 mil euros no caso do mild hybrid. Já o híbrido plug-in tende a se posicionar entre esses dois valores.
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