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Mazda em 2026: CX-5, CX-6e e ajustes no CX-60 e CX-80

Dois SUVs Mazda, um branco e outro vermelho, exibidos em ambiente interno com iluminação refletindo na pintura.

A Mazda chega a 2026 com um plano claramente em duas frentes: manter a combustão e, ao mesmo tempo, acelerar na eletrificação - sempre ancorada em SUV, o formato que mais tem entregado resultado para a marca.

Essa abordagem combina a continuidade de um modelo-chave com a expansão elétrica em um dos segmentos mais concorridos da Europa. É uma leitura prática de um mercado que segue pedindo mais utilitários esportivos: em 2025, eles representaram 59% das vendas.

Novo CX-5 não pode falhar

A terceira geração do Mazda CX-5 desembarca em 2026 carregando uma responsabilidade enorme. Como é o modelo mais vendido da marca japonesa no mundo, a nova fase do SUV simplesmente não pode dar errado.

Talvez por isso a Mazda tenha optado por não “revolucionar” o visual, preservando um desenho fácil de reconhecer. Ainda assim, houve um crescimento relevante: comprimento e entre-eixos aumentam 115 mm. Na prática, isso se traduz em mais espaço para passageiros e bagagem. Por dentro, a tela sensível ao toque passa a reunir mais funções, e a quantidade de botões físicos diminui.

No mercado português, o novo CX-5 já tem valor anunciado, a partir de 39 998 euros. Neste primeiro momento, a gama é objetiva e gira em torno de uma única motorização: o e-Skyactiv-G a gasolina, quatro cilindros, 2,5 litros, com sistema mild-hybrid de 24 V. São 141 cv e 238 Nm; o câmbio é sempre automático (seis marchas), enquanto a tração pode ser dianteira ou integral.

Por ter cilindrada alta, o modelo sofre no ISV e no IUC. Se, no caso do ISV, o esforço da Mazda Portugal ajudou a manter o SUV com preço competitivo diante dos principais rivais, no IUC o CX-5 acaba ficando bem mais penalizado.

E essa não será a única opção de motor. A volta do Diesel não está nos planos, mas a Mazda confirmou um CX-5 full-hybrid (sem necessidade de tomada) ligado à nova geração de motores Skyactiv-Z - com chegada prevista apenas para 2027.

CX-6e é reforço elétrico de peso

A segunda frente da ofensiva de 2026 é 100% elétrica e ganha forma no Mazda CX-6e. Depois do sedã 6e, este SUV coloca a Mazda diretamente no “núcleo duro” dos elétricos médios na Europa. E, por ser SUV, passa a disputar um segmento de maior volume do que o da carroceria sedã.

Com porte próximo ao de modelos como o Tesla Model Y, o CX-6e será oferecido na Europa em apenas uma configuração: motor elétrico traseiro com 190 kW (258 cv) e 290 Nm, alimentado por bateria de 78 kWh. A autonomia anunciada é de 484 km (ciclo combinado WLTP).

Na cabine, a proposta é assumidamente digital, com uma tela central de 26″ comandando o ambiente e praticamente nenhum botão. Há muito mais para ver sobre o CX-6e no vídeo abaixo, em que estivemos ao vivo com o SUV elétrico:

O Mazda CX-6e só chega a Portugal em junho, mas o preço já é conhecido: a gama começa em 44 986 euros.

CX-60 e CX-80 afinados para 2026

Além desses dois lançamentos, a Mazda fará em 2026 uma atualização pontual - e estratégica - em outro par de SUV, os maiores que a marca vende na Europa: CX-60 e CX-80.

O que muda? Nas motorizações Diesel 3.3 e-Skyactiv D, ambas passam a atender à norma Euro 6e-bis e ficam liberadas para usar combustível HVO100 (Óleo Vegetal Hidrotratado), produzido a partir de fontes renováveis. Segundo a marca, isso permite reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 90% considerando o ciclo de vida do combustível.

Na parte de tecnologia, há reforço nos assistentes de condução, inclusão do Amazon Alexa e revisão do sistema de navegação, com atualizações de mapas incluídas. Todas as versões também passam a trazer o Driver Emergency Assist, capaz de assumir o controle do veículo em situações de emergência médica. Entram ainda melhorias de isolamento acústico, novos acabamentos internos em couro Nappa nos níveis Homura e novas opções de rodas.

Mazda só vai ter SUV?

Em 2026, a mensagem é direta: independentemente da tecnologia, a constante na Mazda é o SUV. Nem todo mundo gosta, mas os números falam por si - é o tipo de veículo que mais sustenta os resultados da fabricante. Ainda assim, existe espaço para mencionar o MX-5, o ícone da marca japonesa.

A geração atual (ND) já completa uma década, e a próxima (NE) já está em desenvolvimento. O lançamento, porém, está previsto apenas para 2027. Até lá, o MX-5 serve de lembrete de que, mesmo em meio a um mar de SUV, a Mazda não se esquece das próprias origens.


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