O Jeep Compass entra em um novo momento. Com uma bateria grande capaz de entregar 650 km de autonomia, o americano promete levar você para o fora de estrada sem fazer barulho.
Eu, por exemplo, certamente não encararia uma viagem longa com ele - e aqui falo do Jeep Avenger elétrico, hoje o único Jeep de zero emissões. Só que esse cenário vai mudar. Com uma bateria de 97 kWh de origem francesa, o novo Jeep Compass promete ir além graças à autonomia de 650 km. E ele não é apenas um Peugeot 3008 com outra roupa: como seus antepassados, também está pronto para encarar água sem drama.
O Jeep Compass reivindica 650 km de autonomia
Ter 400 km de autonomia para se jogar na aventura talvez fosse pouco. Ao elevar o alcance para 650 km, o Jeep Compass corrige o que faltava no Avenger e diz que vai expandir os horizontes. O truque está na base STLA Medium do grupo Stellantis, a mesma que também serve de casa para Peugeot 3008, Citroën C5 Aircross e DS N°8. E sim, a bateria ACC é francesa - mas ela só chega nesta primavera!
Por enquanto, o Jeep Compass elétrico sai com uma bateria BYD de 73 kWh que garante uma autonomia de 500 km. Ainda é mais do que suficiente, mesmo com o americano mostrando menos fôlego do que o Peugeot, já que sua aerodinâmica não é tão favorável. Mas pouco importa: se o francês gosta de rodovia, o Jeep prefere os trechos ruins - e é justamente ali que ele tende a acertar em cheio com suas tecnologias.
Atravessar um rio sem uma gota de gasolina (e sem ruído)
Jeep sempre teve queda por água, e o novo Compass não foge dessa tradição, mesmo sendo elétrico. O SUV consegue cruzar sem sustos trechos alagados de até 408 mm de profundidade. Andar dentro d’água no mais completo silêncio é algo curioso - e pode até deixar os puristas desconfortáveis. Ainda assim, além desse detalhe, o Compass segue sendo um ótimo fora de estrada sem abrir mão do que se espera dele.
Com 200 mm de vão livre do solo, ele encara caminhos mais difíceis sem raspar a parte de baixo. O ângulo de ataque é de 20°, e o ângulo de saída, de 26°. É o tipo de conjunto que permite avançar em terreno acidentado com tranquilidade. Tudo fica ainda mais fácil na versão com tração nas quatro rodas e 375 ch, que promete boa aderência. O torque imediato e o funcionamento silencioso devem deixar as manobras de transposição ainda mais precisas.
Um gerador gigante sobre quatro rodas
Um ponto forte dos elétricos é a capacidade de devolver energia - por meio do V2L. Como o Peugeot 3008 recebeu esse recurso em setembro passado, o novo Jeep Compass tem boas chances de contar com a mesma função. E, no caso do americano, isso faz ainda mais sentido por causa da sua vocação mais aventureira.
Dá para recarregar sua mountain bike elétrica no meio da mata antes do passeio, com a bateria cheia. Ou preparar um café diante de um lago enquanto observa a fauna local. Ou ainda ligar um compressor para encher um pneu que já está pedindo ar. Em resumo: são várias utilidades práticas - e, no Jeep Compass, elas parecem ainda mais pertinentes.
O ponto que incomoda: liberdade por assinatura
Ok, a expressão é forte, porque o carro vai continuar andando de qualquer forma. Mas vamos combinar: colocar o planejador de rotas atrás de uma assinatura depois dos 12 meses de teste é pura mesquinharia. E também não dá para pré-condicionar o interior à distância sem pagar - algo especialmente útil em ambientes extremos.
Trancar e destrancar o carro, interagir com o ChatGPT ou até buscar pontos de recarga também não são recursos garantidos para sempre. Eu já tinha visto esse tipo de “mágica” na Mercedes CLA, que é um bom carro, por sinal. Pelo menos, por enquanto, o Compass ainda não esconde itens realmente essenciais atrás de um muro que exige pagamento mensal!
Nós damos encontro marcado neste domingo, às 11h, para você conferir nossa avaliação completa do novo Jeep Compass elétrico!
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