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Renault 5 elétrica: design charmoso, 410 km e expectativas antes do teste

Carro elétrico Renault laranja carregando em estação, em quadra de tênis com bolas e raquete.

O visual simpático, a autonomia de 410 km e um acerto de direção que promete diversão: a Renault 5 elétrica parece ter chegado à combinação certa para conquistar o público. O problema é que o preço, lá no alto, pode fazer muita gente desistir. Eis o que esperamos antes do teste.

Para a marca do losango, a Renault 5 elétrica soa como uma pequena vitória. Ao apostar em um desenho extremamente bem trabalhado e cobrá-lo caro, a fabricante conseguiu voltar a respirar diante da Tesla - pelo menos na França. Agora, finalmente vamos dirigir a compacta elétrica, dois anos depois do lançamento. Já que demoramos, faz sentido ir direto a uma configuração inédita: a topo de linha Roland-Garros. O que esperamos antes dos primeiros quilômetros.

Design neo-retrô: por que a R5 ofusca Peugeot e-208 e Citroën ë-C3

Não é exagero: o carro segue chamando atenção pelo traço muito caprichado. As referências à antecessora dos anos 1970 são claras, com capô plano, para-brisa bem inclinado e uma tampa do porta-malas perfeitamente reta. As rodas de 18 polegadas de série dão mais presença a essa “pequena” (3,92 metros de comprimento e 1,78 metro de largura), enquanto as luzes fazem um aceno no momento do destravamento.

A antiga tomada de ar no capô dá lugar a um indicador de carga interativo, bem diferente do comum. Já a personalização é extensa, com várias cores, diferentes jogos de rodas, muitos adesivos para o teto e uma ampla oferta de acessórios internos. De repente, Citroën ë-C3 e Peugeot e-208 parecem bem sem graça. E a Renault também mostra argumentos na parte técnica.

Bateria de 52 kWh e recarga rápida: cuidado com a armadilha da versão de entrada Five

Ao contrário de muitas concorrentes, a R5 usa uma plataforma pensada desde o início para veículos elétricos. Na prática, isso reduz os compromissos típicos de projetos que também precisam acomodar versões a combustão. As baterias de 40 e 52 kWh entregam, respectivamente, 312 e 410 km de autonomia. Na recarga em corrente contínua (DC), o pico é de 80 kW com o acumulador menor e de 100 kW com o maior.

Os números ficam alinhados aos rivais. O que é menos comum é a presença do pré-condicionamento da bateria, que ajuda a melhorar a eficiência da recarga no frio. Só não caia na tentação da versão Five, que simplesmente não oferece recarga rápida… Em corrente alternada (AC), a recarga pode chegar a 22 kW como opcional. Aqui também é um ótimo resultado, ainda mais com a função V2L incluída.

Os números-chave da Renault 5 elétrica

Item Valor
Preço de base 24 990 €
Capacidade da bateria 40 ou 52 kWh
Autonomia WLTP 312 ou 410 km
Potência de recarga DC 80 ou 100 kW
Potência do motor 95, 120 ou 150 ch

Android Automotive e ChatGPT: Reno, o assistente virtual que muda a experiência a bordo da R5

Mesmo com um desenho simples, os bancos bebem bastante da inspiração dos assentos em “pétalas” da fase clássica. O avanço do painel do lado do passageiro também retoma elementos da R5 original. Já o conjunto espesso que reúne o quadro de instrumentos de 10 polegadas e a central multimídia de 10,1 polegadas é totalmente novo e coloca a compacta no século XXI. A interface baseada em Android Automotive se destaca pela eficiência.

O GPS ainda traz, como bônus, um planejador de rota preciso e confiável, e cerca de uma centena de aplicativos pode ser baixada pela Google Play. Há também atualizações remotas por 5 anos. Com o apoio do ChatGPT, um avatar virtual chamado Reno responde à maioria dos pedidos. Esse sistema, que já testamos na R4, se diferencia pela fluidez nas interações.

Acabamento Roland-Garros a 36 490 €: vale escolher o topo de linha ou mirar a versão Techno?

Fica a tranquilidade: 36 490 € é o preço “chave na mão” da Renault 5 mais sofisticada. Para quem pretende gastar menos - como a maioria -, o valor cai bastante, até 24 990 € na versão de entrada Five. O problema é que as perdas são grandes demais para que essa configuração seja realmente indicada. O mínimo razoável é partir para as intermediárias Evolution ou Techno, para ter pacote atual e um nível de entrega mais correto.

A unidade do nosso teste, com o acabamento elegante Roland-Garros, parece cara demais para fazer sentido. Ainda mais porque, frente à topo de linha Iconic Cinq, o ganho em equipamentos é praticamente inexistente. Além de adesivos, inserts e revestimentos específicos, a Roland-Garros é rigorosamente igual à Iconic Cinq. Esse “retoque” custa 1 000 €. Será que compensa mesmo? Resposta neste fim de semana.

Você estaria disposto a pagar mais de 36 000 € por um carro elétrico urbano? Conte para nós; vamos responder no nosso teste, que sai neste domingo ao meio-dia!

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