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LADA Granta Active Cross: liftback com pegada de crossover

Carro elétrico SUV laranja em exposição dentro de showroom com grande janela ao fundo.

Os termos do universo automotivo mudam com o tempo, e a palavra “crossover” já deixou de ser um rótulo apenas técnico. Hoje, ela costuma ser associada a carros que, no conjunto, entregam mais praticidade do que as regras formais do segmento sugerem. É exatamente essa a impressão deixada pela nova LADA Granta Active Cross - um liftback que ganhou traços de uso fora de estrada, mas sem abrir mão do preço acessível e da construção simples.

Espaço, vão livre do solo e nova configuração

A chegada da Active Cross entre os liftbacks faz sentido: aqui, o balanço traseiro é bem maior do que no perua, e isso permitiu alcançar 440 litros de porta-malas - quase um quarto a mais do que no perua “Cross”. Assim, o dono não precisa mais escolher entre um vão livre ao solo mais útil e a conveniência do liftback.

O aumento da altura em relação ao solo para 198 mm dá ao carro mais segurança em estacionamentos com neve e em estradas de terra, onde um carro de passeio comum pode desistir cedo. As peças prateadas na parte inferior dos para-choques reforçam a sensação visual de proteção, embora ainda seja recomendável cuidado com elas quando a neve é mais profunda.

A suspensão mostra boa capacidade de absorção - algo pelo qual a Granta já era conhecida nas versões anteriores, especialmente pela maciez ao encarar buracos. Ela lida com irregularidades grandes sem mandar impactos desnecessários para a cabine. A direção, por sua vez, permanece no padrão “da Granta” e perde em precisão para modelos mais recentes como Vesta e Iskra, mas, dentro do que o segmento oferece, o comportamento é previsível e honesto.

Motores e personalidade do carro

A proposta com aparência aventureira é sustentada também pela oferta de motores. O conjunto básico de 90 cv segue sendo o mais simples e forte em baixas rotações da família, mantendo o temperamento que os proprietários apelidaram de “a diesel”. Para quem busca uma reserva maior de desempenho, existe o 1.6 16V de 106 cv com módulo de geometria variável na admissão: ele responde bem desde cedo e acrescenta elasticidade em estrada.

Nos carros de teste, o câmbio manual de cinco marchas soa mais silencioso e com engates mais limpos do que nos exemplares antigos - dá para notar evolução tanto em vibrações quanto em ruído.

A sensação de modernidade, porém, é limitada pela arquitetura geral do interior. Alguns botões respondem com leve atraso, o isolamento acústico fica abaixo de modelos mais novos e a ergonomia já encosta no limite da plataforma. Em compensação, quando o assunto é custo de reparo e simplicidade de manutenção, a Granta continua sendo uma das opções mais fortes do país: peças de desgaste baratas, componentes de carroceria fáceis de encontrar e mão de obra menos exigente tornam a Active Cross muito vantajosa no uso diário.

Por que ela surgiu e como se encaixa na linha

A trajetória das versões “cross” nos modelos da marca vem desde 2014, e a atual Active Cross é um passo natural dessa ideia. O hatch e a perua comum saíram de cena por causa da baixa procura, mas o liftback manteve demanda graças ao porta-malas prático e a um desenho mais dinâmico.

Segundo rumores, a AvtoVAZ estuda ampliar a família com uma perua alongada de verdade - um tipo de carro que o mercado espera há bastante tempo.

Os preços também seguem a lógica de posicionamento. A configuração Comfort com motor de 90 cv começa em 1,21 milhão de rublos, enquanto a Enjoy com 106 cv parte de 1,39 milhão. Isso coloca a Active Cross acima do liftback convencional, porém abaixo de uma perua equivalente, mantendo um equilíbrio entre praticidade e custo.


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