Na sequência do aporte do Grupo Volkswagen de aproximadamente US$ 700 milhões (cerca de € 628 milhões) na montadora chinesa XPeng, as duas empresas anunciaram agora um reforço da parceria, com a assinatura de um novo Acordo Geral e a criação de um programa conjunto de compras.
Acordo Geral e compras conjuntas Volkswagen–XPeng
O novo Acordo Geral é voltado para uma colaboração técnica estratégica, centrada no desenvolvimento de uma plataforma e de software. Já o programa conjunto de compras (de peças) deve ampliar as economias de escala e, com isso, reduzir custos.
Corte de prazos no desenvolvimento de elétricos
Somadas a outras inovações nas etapas de projeto e engenharia, essas medidas vão permitir, segundo a Volkswagen, encurtar em mais de 30% o tempo de desenvolvimento de novos modelos elétricos - algo que já havia sido sinalizado quando a Volkswagen anunciou a compra de 4,99% da XPeng. Saiba mais:
Novos modelos em 2026
Quando essa participação foi divulgada, também se falou em dois novos modelos elétricos com o logotipo da Volkswagen, feitos “na China para a China”.
Isso ajuda a explicar por que a decisão foi desenvolver a dupla de modelos com base na plataforma “Eduard”, da XPeng - a mesma que serve de base para o SUV G9 -, em vez de utilizar a MEB do grupo alemão.
Os dois carros chegarão ao mercado chinês em 2026, e o primeiro acabou de ser antecipado pela Volkswagen, que revelou a silhueta de um SUV 100% elétrico. A marca alemã afirma ainda que ambos mirarão o segmento médio… assim como o XPeng G9.
“Na China, para a China”
Este é o movimento mais recente da Volkswagen na disputa pela liderança do mercado chinês, onde a agilidade conta muito em um cenário que muda o tempo todo.
Vale lembrar que, em 2023, a Volkswagen perdeu para a rival BYD o posto de marca mais vendida na China - posição que a fabricante alemã manteve por muitos anos. Em janeiro deste ano, porém, voltou ao topo:
Ralf Brandstätter, membro do Conselho de Administração da Volkswagen AG na China, considera este novo Acordo Geral com a XPeng determinante, pois não apenas deve “acelerar o desenvolvimento, mas também aumentar a eficiência e otimizar os custos. O que vai aumentar significativamente a competitividade num ambiente de mercado altamente sensível aos preços”.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário