O Polestar 2 foi, por muito tempo, o cartão de visitas da marca. Era um único carro com uma tarefa bem definida: bater de frente com o Tesla Model 3 e colocar os holofotes sobre uma fabricante que ainda estava se firmando.
A estratégia deu certo - mas era só o ponto de partida. Agora, o contexto mudou. A linha de produtos aumentou, as vendas vieram junto e a Polestar dá sinais de que, enfim, está ganhando escala. Em 2025, a empresa teve o melhor desempenho de sua história, com 60 119 unidades emplacadas - alta de 55,7% em relação ao ano anterior.
Quem puxou esse avanço tem nome e sobrenome: Polestar 4. O “SUV-coupé” rapidamente virou o modelo mais importante do portfólio e já tem uma nova variante a caminho… desta vez com óculo traseiro (o vidro traseiro). É apenas uma das mudanças dentro da maior ofensiva já feita pela jovem marca para continuar crescendo e, finalmente, se tornar sustentável.
Uma espécie de perua
Se existe um carro que traduz o momento atual da marca, é o Polestar 4. Ele foi o mais vendido em 2025 e agora se prepara para receber uma nova variante, com estreia prevista para o último trimestre de 2026. Por enquanto, quase não há informações, mas um detalhe chama a atenção: a volta do óculo traseiro.
No modelo atual, a Polestar preferiu abrir mão desse elemento em favor do estilo e também da eficiência aerodinâmica (o que permitiu reduzir a altura total). Foi uma escolha ousada, porém polêmica. Pela indicação inicial, a nova variante deve adotar um caminho mais tradicional - mas o que, exatamente, isso significa?
A Polestar diz que a proposta é unir o espaço de uma perua com a versatilidade de um SUV. Tudo aponta para uma silhueta do 4 mais próxima do formato convencional, mesclando atributos típicos de peruas com detalhes de SUV. Em outras palavras, uma perua de “calças arregaçadas”.
Seja qual for o rótulo que a marca decidir usar, o visual deve continuar sendo um dos trunfos dessa nova versão do Polestar 4. Também é esperado que ela mantenha a mesma bateria de 100 kWh e as duas opções de trem de força (com um ou dois motores), com potência de até 400 kW (544 cv).
Topo de linha que é sinônimo de ambição
Se o Polestar 4 sustenta a base do crescimento, o Polestar 5 é a vitrine da ambição. E, se o Polestar 2 ajudou a construir o nome da marca, este novo topo de linha quer redesenhar a forma como ela é percebida.
Mais do que simplesmente acrescentar um modelo à gama, a ideia é reposicionar a Polestar e aproximá-la das demais marcas premium do mercado. E o Polestar 5 parece ter um rival muito claro na mira: o Porsche Taycan.
Para encarar esse confronto como se deve, ele inaugura uma arquitetura elétrica de 800 V e aceita recargas rápidas de até 350 kW. Independentemente da configuração - Dual Motor ou Performance - ele sempre usa dois motores elétricos, com números que podem chegar a 650 kW (884 cv) e 1015 Nm.
O sedã elétrico esportivo da Polestar já pode ser encomendado em Portugal, com preços a partir de 122 600 euros.
Há mais novidades, mas só para o ano
A maior ofensiva da história da Polestar segue em 2027 e 2028 com dois modelos que podem elevar de forma significativa o volume de vendas da marca. Já está confirmada a segunda geração do Polestar 2, que deve continuar sendo um pilar central na linha. Tudo indica que ele pode abandonar os elementos de SUV e se assumir como um sedã de fato, pronto para enfrentar alternativas como o novo BMW i3.
No ano seguinte, deve ser a vez do Polestar 7. Apesar da numeração, ele não será um topo de linha. Pelo contrário: ficará abaixo do 2, mirando um dos segmentos mais relevantes do mercado europeu, para brigar com opções como o BMW iX1 ou o Audi Q4 e-tron.
É com o 7 que essa ofensiva tende a ganhar escala. E é justamente isso que a Polestar ainda precisa: deixar de ser apenas uma marca em expansão para virar, de uma vez, uma marca sustentável.
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