Pular para o conteúdo

NBA The Run traz de volta o streetball 3v3 online

Jovem em uniforme amarelo pula para fazer cesta enquanto três amigos assistem em quadra de basquete ao ar livre.

Da era NBA Street Vol. 2 à falta de esportes arcade

No ensino médio, poucos jogos me prenderam como NBA Street Vol. 2. Eu adorava como ele pegava o que NBA Jam e NBA Hangtime já tinham feito - enterradas absurdas que desafiam a gravidade e uma defesa “sem regras” - e colocava tudo isso no contexto da febre do streetball que vivia em alta naquela época. O resultado virou um sucesso enorme, capaz de unir tanto os fãs mais dedicados de games de esporte quanto o público mainstream. Os dois lados se renderam.

Só que, depois que a Electronic Arts encerrou o selo EA Sports BIG e empresas como a Midway quebraram, os jogos de esporte com pegada arcade ficaram cada vez mais raros.

Play by Play Studios e a transformação de The Run: Got Next em NBA The Run

Aí entra a Play by Play Studios, um time formado por veteranos do gênero - incluindo Mike Young, que trabalhou em NBA Street, FIFA Street e na série SSX, antes de virar diretor criativo da franquia Madden por quase uma década. Em 2021, o estúdio começou a produzir um jogo de streetball chamado The Run: Got Next, com personagens totalmente fictícios. Por volta de 2024, a NBA soube do projeto e procurou o estúdio para licenciar seus times e jogadores.

Mesmo agora contando com 32 jogadores da NBA, vindos de diferentes equipes da liga, o jogo mantém os pilares originais da proposta: partidas rápidas, fáceis de pegar o jeito (no melhor estilo arcade) e cheias de personalidade. O resultado é NBA The Run, um jogo 3v3 com foco no online que trata seus atletas menos como peças “anônimas” dentro de um conjunto maior - algo que muitos jogos de simulação acabam passando - e mais como personagens, quase como em um hero shooter. Cada jogador é feito à mão, das animações ao visual, criando versões exageradas, mas fiéis, que capturam bem como eles se parecem e atuam nesse formato 3v3.

Sensação de jogo e “personagens” em quadra

Vi isso de perto durante uma sessão de gameplay com os desenvolvedores, e ficou claro que não é só discurso. Tudo em quadra parece ótimo: das enterradas com aquela sensação de impacto, passando pela defesa mais física, até o som do “swish” nos alto-falantes quando uma bola de longa distância cai limpa.

E não é só que jogadores mais completos, como Anthony Edwards e LeBron James, controlam de um jeito totalmente diferente de especialistas como Steph Curry e Giannis Antetokounmpo. A Play by Play Studios partiu da ideia de fazer cada atleta “parecer um personagem”, buscando referência em nomes famosamente apelões como Bo Jackson em Tecmo Bowl ou Michael Vick em Madden NFL 04. Isso ficou evidente ao olhar para uma força imparável como Victor Wembanyama: ele consegue dominar o garrafão no ataque e na defesa, mas também acertar arremessos de fora do arco com uma boa regularidade.

Regras aleatórias no Knockout Tournament e a importância do elenco

Montar um time equilibrado vira algo fundamental, porque o conjunto de regras muda de uma partida para outra. Ao avançar pela estrutura de Knockout Tournament de NBA The Run, tentando chegar ao título, as regras são randomizadas. Em um jogo, enterradas podem valer pontos extras; em outro, o sistema pode recompensar mais as bolas de três. Há variações que funcionam no relógio, o que torna o controle de posse decisivo se você quer influenciar o cronômetro.

Se, por acaso, você entra com um time só de pivôs, está apostando que o jogo vai valorizar o trabalho no garrafão - e torcendo para os deuses do RNG para que uma regra centrada no arremesso de três não apareça na roleta.

Essa imprevisibilidade é justamente o que eu curti, porque ajuda a manter a experiência renovada a cada partida. Como o foco está em sessões rápidas, dá para entrar em um torneio, perder o primeiro jogo em poucos minutos e praticamente emendar outro torneio logo em seguida. O desenho lembra jogos como Fortnite: perdeu, você volta para a ação rapidamente com outra partida.

E, apesar de ser tudo online, você pode escolher entre formar um esquadrão com colegas (sejam amigos ou companheiros encontrados via matchmaking) ou jogar sozinho, controlando os três jogadores do seu time ao mesmo tempo.

Expectativa, ceticismo e o que esperar do beta em 1º de maio

Quando ouvi falar de NBA The Run pela primeira vez, fiquei animado - mas também desconfiado. Afinal, o modo carreira single-player de NBA Street Vol. 2 era o meu principal motivo para voltar ao jogo; será que um título, mesmo claramente inspirado em NBA Street, teria a mesma longevidade para mim sem um destino mais “de longo prazo”?

Embora eu ainda sinta falta dos jogos Street, saí do meu tempo hands-on extremamente impressionado não apenas com o quanto NBA The Run é gostoso de jogar, mas com como essa estrutura de partidas rápidas me fez querer continuar. E, com o lançamento previsto para junho - além de um beta começando em 1º de maio - eu estou ansioso pela chance de voltar às ruas com minhas estrelas favoritas da NBA.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário