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Reunião Plenária da ABIMDE destaca parceria entre as Forças Armadas e a indústria nacional

Dois homens, um militar e um civil, apertando as mãos em sala com mesa, miniatura de satélite e bandeira do Brasil.

Reunião Plenária da ABIMDE em São José dos Campos

A colaboração entre as Forças Armadas e a indústria nacional foi o principal tema da Reunião Plenária da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), realizada nesta terça-feira (12/05), em São José dos Campos (SP).

O encontro aconteceu nas instalações do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), reunindo representantes da Base Industrial de Defesa e integrantes do Alto-Comando da Aeronáutica. A pauta girou em torno de soberania, tecnologia e do fortalecimento da capacidade operacional da Força Aérea Brasileira.

Palestra “Parceria Estratégica e Pacto pela Soberania” com Marcelo Kanitz Damasceno

Presente na reunião ao lado de membros do Alto-Comando da Aeronáutica, o Comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno, ressaltou o valor de priorizar soluções internas ao afirmar: “Eu sempre digo que, em termos de Defesa, o melhor parceiro para o Brasil é um país chamado Brasil”.

Convidado a falar sobre “Parceria Estratégica e Pacto pela Soberania”, o Oficial-General disse querer estreitar ainda mais os vínculos entre a Força Aérea e a Base Industrial de Defesa. “A indústria nacional tem uma capacidade muito grande de atender aos nossos pedidos e às nossas necessidades, sejam elas na área espacial, na aeronáutica ou na área de armamentos“, afirmou.

Para o Tenente-Brigadeiro Damasceno, o desafio atual da Força Aérea Brasileira é expandir sua capacidade de combate - e a indústria nacional pode ter papel decisivo nesse esforço. “Hoje, quando você garimpa dentro da nossa indústria, percebe que encontra, no Brasil, todos os itens de que uma Força Aérea precisa. E nós temos que intensificar isso. Estamos prontos para intensificar cada vez mais essa relação, usando nosso orçamento, via de regra, na indústria nacional“, reforçou.

Setor espacial: investimento e a criação da ALADA

Ao tratar de recursos financeiros, o Tenente-Brigadeiro Damasceno observou que o Brasil aplica, no setor espacial, 30 vezes menos do que a média dos países do G20. Segundo ele, esse cenário tende a evoluir com iniciativas como a criação da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A. (ALADA), estatal direcionada a projetos aeroespaciais.

No discurso, o Comandante da Aeronáutica também informou que a inauguração da sede da ALADA, em Brasília (DF), está prevista para agosto deste ano.

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