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Bilkins' Folly: primeiras impressões antes do lançamento em 2 de outubro

Homem com chapéu e cachorro olhando mapa com X vermelho em vila costeira ao pôr do sol.

Bilkins' Folly entrou no meu radar - ou melhor, nas minhas cartas náuticas - no começo deste ano, quando a desenvolvedora Webbysoft e a publicadora Armor Games Studios anunciaram que o jogo, antes exclusivo de PC, também chegaria a PlayStation e Switch. Bastou eu ver o trailer do anúncio para consoles para saber que precisava ficar de olho: jogabilidade de aventura à moda antiga, pixel art leve e bem-humorada e, claro, piratas. Já se passaram alguns meses desde aquela revelação, mas enfim joguei algumas horas de Bilkins' Folly - e esse gostinho indica que vem aí uma jornada bem animada quando o game lançar no mês que vem, em 2 de outubro.

Bilkins' Folly já começa no meio da história

Minha sessão com Bilkins' Folly acontece algumas horas depois do início da narrativa, então vou manter os detalhes mais gerais. O controle fica com Percy, um pirata improvisado, acompanhado do seu cão Drayton - que não só adora um bom carinho, como também ajuda a encontrar tesouros enterrados e outras surpresas.

Drayton (e Percy) transformam a exploração em caça ao tesouro

Com frequência, Drayton latia para algum ponto específico no chão. Quando eu usava a pá exatamente ali, sempre aparecia alguma coisa - como uma venda no olho, sobre a qual Percy comenta que não é nada que ele já não tenha visto. Gosto do papel do Drayton como companheiro do Percy, porque ter “mais um par de olhos” atento a tesouros escondidos é ótimo.

O melhor é que Drayton também explora o ambiente - nesta demonstração, uma ilha chamada Remy's Loot - tanto quanto eu. Ele passa ao meu lado latindo empolgado para elementos do cenário conforme caminhamos. É um detalhe simples, mas que faz o Drayton parecer mais do que apenas uma peça mecânica do sistema, e como companheiros costumam ser essenciais em histórias de pirataria, estou curioso para passar mais tempo com ele.

Conforme avanço, vou entendendo melhor o que Drayton consegue fazer por meio de uma roda de comandos. Ele pode trazer itens e carregá-los para você, empurrar objetos pesados e “sentar”, algo que já imagino sendo usado com intenção em quebra-cabeças. Esses comandos vão sendo liberados em uma página de experiência do Drayton, que também listava alguns que eu ainda não desbloqueei - como “Cão Uivador”, que ensina o Drayton a uivar para a lua.

Vila pirata, Mila e um vozeirão ao estilo The Sims

Em Remy's Loot, converso com a chefe Mila, e ali dá para notar a abordagem da Webbysoft para dublagem: os personagens de Bilkins' Folly falam de um jeito que lembra o “simlish” da série The Sims, da EA. É uma escolha fofa e que adiciona movimento e personalidade a um jogo de aventura bem baseado em texto - algo que eu valorizo.

A Mila fica sentada em um trono improvisado, enquanto uma dúzia de outros piratas ocupa a vila ao redor. A maioria está bêbada, com garrafas de rum nas duas mãos, até mesmo enquanto vomita. Outros estão estatelados de cara na areia ou encostados em cabanas próximas.

O mapa com “X”, a régua e o exílio de Bron

Estou atrás de alguém chamado Bron, que acabou exilado depois de destruir o estoque de bebida alcoólica da ilha. Para minha sorte, Mila me dá permissão para falar com ele - mas antes disso eu conserto a destilaria que ele quebrou. Para reparar uma abertura, resolvo um quebra-cabeça no estilo Tetris, encaixando peças específicas nos espaços corretos.

Depois, sigo para a pequena ilha onde Bron foi exilado usando um mapa. Ele traz um “X” de partida e instruções bem exatas para chegar até Bron: descer 13, direita 6, descer 6, esquerda 5, descer 10 e esquerda 8. No começo, esse mapa me deixa confuso; tento “andar” pelo trajeto, mas como parte do caminho é sobre a água, Percy cai algumas vezes e fica claro que não é assim que devo interpretar aquilo.

A virada acontece quando encontro uma régua e passo a medir os passos para traçar o caminho certo. Gostei de precisar usar a régua diretamente no mapa - fica evidente que o conjunto de ferramentas do Percy é parte essencial para resolver os enigmas.

Enigmas variados e uma carta de amor às aventuras clássicas

Em outros momentos do meu tempo com Bilkins' Folly, recorro a mapas para localizar tesouros, mas não antes de enfrentar alguns mistérios diferentes pelo caminho. A variedade de quebra-cabeças nesta demonstração prática me agradou, e espero que isso seja só um sinal do que aparece no lançamento completo.

Essa diversidade reforça a sensação de que tudo em Bilkins' Folly foi feito com cuidado manual. O jogo é uma carta de amor aos adventures antigos - seria impossível não citar a série Monkey Island, já que Bilkins' Folly também gira em torno de piratas -, só que com recursos, ferramentas e variedade que soam mais atuais.

Até aqui, a Webbysoft montou um mundo pirata divertido, com pixel art excelente, personagens interessantes (sem falar em um cachorro ótimo) e mecânicas envolventes que fazem Bilkins' Folly ir além do tradicional “apontar e clicar”. Quero descobrir mais sobre a história do Percy, porque eu adoro uma boa narrativa de pirataria; e, do ponto de vista mecânico, Bilkins' Folly me deixa confiante de que o lançamento completo será uma aventura que vale a pena mapear.

Bilkins' Folly chega ao PlayStation 5, PlayStation 4, Switch e PC em 2 de outubro.

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