A Skoda pode ter abandonado a opção de perua no novo Fabia, mas segue oferecendo essa carroceria no Superb e no Octavia. E foi justamente o Skoda Octavia Break - a perua mais vendida da Europa - que eu tive a chance de avaliar recentemente, nesta configuração com motorização híbrida plug-in.
É uma fórmula que já provou funcionar, como o João Tomé pôde confirmar há cerca de um ano. Mas, depois desse tempo, será que a Skoda Octavia Break iV híbrida plug-in ainda continua sendo uma alternativa consistente à versão com motor Diesel?
Passei alguns dias com esta perua, rodei mais de 850 km e deixo a resposta para essa pergunta nas próximas linhas…
É econômica?
Vamos direto ao ponto dos consumos, porque, no papel, eles têm tudo para ficar próximos do que promete a Skoda Octavia Break Diesel - com o nosso conhecido 2.0 TDI de 150 cv.
E, na prática, o consumo médio que registrei ao final destes 856 quilômetros (a maioria em rodovia e sempre com o ar-condicionado ligado) foi de 6,3 l/100 km. E isso recorrendo a apenas uma recarga da bateria.
No modo híbrido, aproveitando a carga da bateria de 13 kWh, consegui médias na casa dos 2,5 l/100 km. Vale lembrar que a Skoda anuncia autonomia máxima em modo 100% elétrico, no ciclo combinado WLTP, de até 60 km.
Ainda assim, no “mundo real”, admito que é quase impossível passar dos 50 km. Mesmo desse jeito, é um número interessante e que faz esta motorização “piscar o olho” para quem tem trajetos diários que não ultrapassam essa distância.
Nesse cenário - com recarga diária em casa ou no trabalho - fica claramente mais barato rodar com esta Skoda Octavia Break híbrida plug-in do que com a versão Diesel: é o uso ideal para esta perua tcheca.
Suave e mais do que suficiente
É justamente pelos consumos contidos e pela possibilidade de andar em modo totalmente elétrico que esta Skoda Octavia começa a ganhar pontos. E a isso se soma o que sempre tornou a perua Octavia uma referência: espaço e versatilidade.
E aqui isso segue garantido. A diferença é que esta perua agora também se desloca muito bem. O sistema faz uma gestão sempre muito suave entre o motor elétrico e o motor a combustão e, quando exigimos mais, responde com prontidão e até com certa vivacidade.
Não dá para esperar desempenho no nível de uma proposta de pegada esportiva - não é essa a intenção do modelo. Ainda assim, ela cumpre o sprint de 0 aos 100 km/h em 7,7s e permite acelerar até 220 km/h.
Comportada e equilibrada
Por isso, quando o ritmo sobe, esta Octavia Break iV reage com segurança. A carroceria fica bem controlada, a suspensão absorve bem as irregularidades do asfalto sem ficar “mole” demais e a direção é rápida e suficientemente precisa para uma proposta com responsabilidades familiares.
Somando tudo, o resultado é uma perua muito gostosa de conduzir - e que está longe de ser anônima na maneira como se apresenta e se comporta.
É o carro certo para você?
Se você está procurando uma opção familiar com motorização híbrida plug-in, este é um modelo que merece estar no radar.
Em relação à versão Diesel 2.0 TDI com 150 cv (câmbio DSG), esta híbrida plug-in - no mesmo nível de equipamento Style - custa quase 3000 euros a mais.
Ainda assim, é uma diferença que pode fazer sentido “pagar”, sobretudo quando os seus deslocamentos diários são urbanos. Se for esse o seu caso e se você aceitar a “obrigação” de carregar diariamente (ou quase) as baterias desta Octavia Break iV, as contas ficam bastante claras.
Por outro lado, se você faz muitos (muitos mesmo!) quilômetros em rodovia e não quer entrar na ginástica de usar o sistema elétrico nos trajetos curtos na cidade e de recarregar todos os dias, então a versão Diesel continua sendo a escolha mais lógica.
Mas a flexibilidade que esta motorização adiciona à perua - que segue com espaço de referência e se mostra muito bem equipada de série - não deve ser deixada de lado. É uma proposta com muito valor.
Nota: as imagens do interior e do exterior são oficiais da marca e não correspondem exatamente à unidade testada por nós.
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