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Grupo Volkswagen quer cortar 1 bilhão de euros em custos de produção até 2030

Carro esportivo elétrico prateado VW Future exposto em ambiente moderno e minimalista.

O Grupo Volkswagen comunicou que pretende enxugar 1 bilhão de euros em custos de produção até 2030, apoiado em uma estratégia nova que redesenha por completo a forma de administrar suas fábricas na Europa e nas Américas do Norte e do Sul.

Reorganização das fábricas por regiões

A mudança mais relevante é a divisão da produção em cinco regiões, fazendo com que a coordenação deixe de ser por marca e passe a ser regional. Os polos definidos são: Europa Central (incluindo a Alemanha), Península Ibérica (Portugal e Espanha), Europa Oriental/Índia, América do Norte e América do Sul. A China, por sua vez, continuará sob gestão corporativa.

Economia de custos até 2030

De acordo com Martin Sander, chefe de vendas da Volkswagen, a meta é direta: elevar eficiência e competitividade. “Ao trabalhar nos custos, estamos não só a reforçar a nossa competitividade, como também a agilizar processos”, disse à Automotive News Europe.

Com a nova organização, a companhia calcula reduzir 600 milhões de euros em despesas de pessoal e mais 400 milhões de euros em operações de fabricação, incluindo o compartilhamento de plataformas e componentes entre modelos, segundo fontes internas.

“É urgente aumentar significativamente as sinergias para atingir as metas”, afirmou uma fonte à Automobilwoche.

Como vai afetar a Autoeuropa?

Para a Autoeuropa, o plano traz mudanças relevantes. A unidade de Setúbal - hoje responsável pelo T-Roc e apontada para o futuro Volkswagen ID.1 - começará pela troca de liderança. Anabel Andion Lomero assumirá como principal responsável pela fábrica a partir de março.

Alguns analistas chamam atenção para possíveis efeitos colaterais desse movimento de centralização: pode haver perda de parte da autonomia em decisões que antes eram definidas localmente, já que a partir de agora elas passam a depender de uma gestão regional. No recorte da Península Ibérica, além da Autoeuropa, entram também as plantas de Martorell e Pamplona, na Espanha.

Para o grupo alemão, o modelo regional deve viabilizar uma operação mais eficiente e mais competitiva no mercado global.

Menos investimento em 2026

No fim de 2025, o CEO do Grupo, Oliver Blume, também anunciou um corte no plano de investimentos de cinco anos para 160 bilhões de euros, abaixo do que havia sido projetado anteriormente. As contas de 2025 ainda não foram encerradas, mas o Grupo Volkswagen estima um fluxo de caixa líquido inferior a 500 milhões de euros - um valor considerado muito baixo.

Como resposta, a empresa está reordenando prioridades para administrar os custos elevados ligados a elétricos, software e direção autônoma, ao mesmo tempo em que os aportes ficam cada vez mais concentrados na Alemanha e na Europa.

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