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Mercado automóvel português cresce em março de 2026 e Mercedes-Benz lidera; Peugeot cai e Dacia sobe

Carro elétrico Mercedes-Benz branco em exposição, com estação de carregamento ao lado, em ambiente interno moderno.

Março de 2026: Mercedes-Benz no topo do mercado automóvel português

O mercado automotivo português encerrou março em alta e com uma mudança importante na liderança: a Mercedes-Benz assumiu o primeiro lugar. A marca alemã costuma aparecer entre as mais vendidas em Portugal, mas nem sempre termina o mês no topo da tabela.

No balanço geral, março de 2026 foi um mês especialmente favorável para o setor: o mercado cresceu 9,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, somando 30 303 unidades matriculadas - das quais 26 679 foram automóveis de passageiros.

Todos os segmentos ficaram no “verde”, com uma exceção: os pesados de passageiros, que terminaram o mês com retração de 11,4%.

Top 10 em março: Peugeot em 3.º, Dacia em alta e quedas acentuadas

A líder habitual, a Peugeot, não foi além do terceiro lugar em março - e as vendas despencaram 29,4% em relação a março de 2025. Já a segunda posição ficou com a Dacia, que registrou uma das maiores altas do Top 10 nacional: as vendas subiram 18,6%, indo na contramão da tendência negativa observada desde o começo do ano.

Entre as 10 marcas mais vendidas, a maior queda do mês foi da Renault, com recuo de 32,6%. No sentido oposto, a Citroën apresentou a maior evolução dentro do Top 10, com aumento de 29,5%.

Também fecharam março com resultados positivos a Nissan (+15,6%), a Volkswagen (+11%) e a Toyota (+14,2%).

Primeiro trimestre em alta

O desempenho forte de março ajudou o mercado a concluir o primeiro trimestre em terreno positivo, com alta acumulada de 9,4% frente ao período homólogo. Isso equivale a 64 059 ligeiros de passageiros matriculados, segundo dados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal.

Ao ampliar a análise para todos os segmentos, incluindo pesados, o avanço foi ligeiramente menor: 8,8%, totalizando 73 753 unidades. Esse resultado mais moderado se explica pela queda nos comerciais ligeiros, cujas matrículas recuaram 3,6%.

Quando os números acumulados são separados por marca, o cenário volta a ser mais previsível - sem grandes surpresas, ao contrário do que aconteceu em março.

Na liderança do mercado nacional segue a Peugeot, que é a marca mais vendida em Portugal há cinco anos consecutivos. Mesmo com a queda registrada em março, no acumulado do ano a marca soma crescimento de 6,2% frente ao primeiro trimestre de 2025, com 6896 unidades matriculadas.

Logo atrás, em segundo lugar, aparece a Mercedes-Benz com 4788 unidades registradas e alta de 10,2% (a maior dentro do pódio). A BMW completa o Top 3, com 4024 unidades comercializadas e crescimento de 6,8%.

Os crescimentos mais expressivos do Top 10, porém, não estão nas líderes do mercado. No primeiro trimestre, a Opel foi a marca que mais avançou: 45,4%, o que corresponde a 3020 unidades comercializadas. A Citroën veio logo depois, com um salto de 41,9% e 3713 unidades matriculadas.

Se, por um lado, as marcas da Stellantis mostram uma força considerável, por outro, a Renault e a Dacia - ambas do Grupo Renault - registraram as maiores quedas do trimestre entre as 10 mais vendidas: -30,3% e -25,2%, respectivamente.

No caso da Dacia, o desempenho em Portugal acompanha o cenário europeu e é atribuído a perturbações logísticas e a mudanças no produto (a introdução de novas motorizações tem provocado atrasos nas linhas de produção).

Marcas chinesas em força

Fora do Top 10, o maior destaque vai para as marcas chinesas, que seguem ganhando espaço no mercado automotivo português - uma tendência que também se repete por toda a Europa. A MG cresceu 172,9%, a XPeng avançou 113,1% e a Leapmotor registrou um crescimento de 11 850%.

Vale ressaltar que, com exceção da MG, essas marcas partem de bases muito baixas - menos de 200 unidades em 2025 -, o que amplia de forma significativa qualquer variação quando expressa em porcentagem.

As maiores quedas do trimestre fora do Top 10 foram da Alfa Romeo (-54,6%) e da Mitsubishi (-52,9%).

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