Pequeno no tamanho, mas com ambição grande no segmento, o Mitsubishi Space Star foi apresentado lá em 2012 e ganhou uma atualização relevante em 2016. Na linha 2020, ele passa por mais uma reestilização - a mais extensa até agora: do pilar A para a frente, é tudo novo.
Com isso, o Space Star fica mais alinhado ao restante portfólio da Mitsubishi, adotando o mesmo “ar de família”. Em outras palavras, estreia a frente Dynamic Shield, característica dos demais modelos da marca dos três diamantes. As mudanças incluem ainda faróis em LED e uma nova assinatura luminosa em “L” nas lanternas traseiras.
Para completar o visual externo, há um novo para-choque traseiro e rodas com desenho inédito - no mercado português, apenas no diâmetro de 15”.
Por dentro, as novidades são mais discretas e ficam concentradas em novos revestimentos. Os bancos, com algumas áreas em couro, também passam a exibir novos padrões.
Mais assistência ao condutor
As alterações não se limitam ao “estilo”. O Mitsubishi Space Star reestilizado ampliou a lista de itens de segurança, especialmente os voltados à assistência ao motorista (ADAS). Agora ele conta com frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres, alerta de saída de faixa, farol alto automático e câmera de ré - vale destacar que a qualidade dessa câmera está acima da média.
Por baixo do capô, tudo na mesma
No restante, o hardware já conhecido do Mitsubishi Space Star é mantido no modelo atualizado. Em Portugal, o único motor segue sendo o 1.2 MIVEC de três cilindros, com 80 cv - em outros mercados, existe um 1.0 de 71 cv -, que pode trabalhar com câmbio manual de cinco marchas ou com uma transmissão continuamente variável, a conhecida CVT.
Ao volante
O primeiro contato dinâmico com o Space Star aconteceu na França, nas proximidades da pequena L’Isle-Adam, a menos de 50 km de Paris. O trajeto até lá foi feito principalmente por estradas secundárias - e com asfalto longe do ideal -, passando por vilarejos com ruas apertadas e cruzamentos com pouca visibilidade.
Na condução, o carro se mostrou simples de guiar, com ótima manobrabilidade - o diâmetro de giro é de apenas 4,6 m - e com foco claro em conforto. A calibração da suspensão é macia e filtra bem a maioria das imperfeições, embora permita que a carroceria role mais em uma tocada mais rápida.
Ele perde pontos pela posição de dirigir, que continua alta demais, e pela ausência de ajuste de profundidade do volante. Os bancos se mostraram confortáveis, ainda que ofereçam pouco apoio lateral. Em compensação, são aquecidos, algo raro no segmento.
O 1.2 MIVEC se revelou disposto e combina bem com o Space Star. Ele aproveita a cilindrada maior do que a maioria dos motores 1.0 da concorrência e o baixo peso do modelo - apenas 875 kg (sem motorista), entre os mais leves, se não o mais leve da categoria -, garantindo um desempenho esperto, tanto com o câmbio manual quanto com a CVT. Ainda assim, não é o conjunto mais refinado ou silencioso do segmento, especialmente em rotações mais altas.
O câmbio manual de cinco marchas tem engates suficientemente precisos, embora um curso mais curto fosse bem-vindo; o que realmente chama atenção é o pedal de embreagem, que parece ter pouca ou nenhuma resistência. Já a CVT… bem, é uma CVT. Se você pegar leve no acelerador, ela até entrega um nível de suavidade interessante, ótima para rodar sem preocupação na cidade; mas, quando for preciso extrair todos os 80 cv, o motor vai se fazer ouvir… e muito.
O Mitsubishi Space Star promete baixo consumo e emissões reduzidas - 5,4 l/100 km e 121 g/km de CO₂. Como esses primeiros contatos costumam envolver uma condução mais irregular, nem sempre dá para confirmar os números oficiais. Mesmo assim, no caso do manual, o computador de bordo marcou 6,1 l/100 km ao fim do trajeto inicial.
Quando chega e quanto custa?
A previsão é que o Mitsubishi Space Star atualizado chegue em março de 2020 e, como já ocorre atualmente, será oferecido apenas com uma motorização e um nível de acabamento - o mais completo, que traz, entre outros itens, ar-condicionado automático, sistema keyless e o multimídia MGN (com Apple CarPlay e Android Auto).
Na prática, as escolhas ficam quase restritas ao tipo de transmissão - manual ou CVT - e… à cor da carroceria.
A Mitsubishi ainda não divulgou preços finais para o novo Space Star, informando apenas que a expectativa é de um aumento na casa de 3,5% em relação ao atual. Vale lembrar que o modelo hoje parte de 14 600 euros (câmbio manual) - com o reajuste, a estimativa é algo em torno de 15 100 euros.
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